Os anti-alérgicos (anti-histamínicos) em alergia e imunologia

A resposta alérgica tem uma fase inicial, que ocorre minutos após a exposição aos alérgenos em pessoas previamente sensibilizadas e uma tardia, após 3 a 12 horas, aumentando a inflamação. Uma das principais substâncias liberadas nas doenças alérgicas é a histamina, que dependendo da célula-alvo, pode produzir sintomas como coriza, espirros, constrição dos brônquios, coceira e placas no corpo. Os anti-alérgicos bloqueiam a ação da histamina e por isso, podem ser usadas para o alívio dos sintomas.

Os anti-histamínicos, também conhecidos como anti-alérgicos, estão disponíveis na forma de administração oral, cutânea, intranasal e intraocular.

Os anti-histamínicos orais são divididos em primeira geração ou “clássicos” que são os mais antigos (hidroxizine, dexclorfeniramina, clemastina, etc) e de segunda geração ou “não-clássicos” ou “não-sedantes” (loratadina, cetirizina, desloratadina, fexofenadina, etc).

Os de segunda geração apresentam maior segurança, eficácia, geralmente usados em doses únicas diárias (o que melhora a adesão ao tratamento), com duração de 24 horas, rápido início de ação, menos efeitos adversos e menor efeito sedativo.

Estão indicados na rinite alérgica, conjuntivite alérgica, urticária aguda e crônica e dermatite atópica.
O uso dos anti-alérgicos devem ser evitados pelo uso concomitante de álcool que pode exacerbar a sedação e comprometer atividades como dirigir. Durante a gestação e a lactação, o médico deverá ser consultado.

Os efeitos colaterais podem ser sonolência, agitação, tontura, boca seca, entre outros.

Os anti-histamínicos intraoculares tópicos são indicados nos casos de conjuntivite alérgica e os intranasais tópicos são usados na rinite alérgica. Estas medicações devem ser prescritas pelo médico assistente.

 

Fontes: Alergia e Asma. Diagnóstico e tratamento. Massoud Mahmoudi. Revinter. 2010.

Pastorino AC. Eficácia e segurança dos anti-histamínicos. Rev. bras. alerg. imunopatol. – Vol. 33. N° 3, 2010