Alergia alimentar: um problema global

Em 2019, a Semana Mundial da Alergia foi comemorada de 07 a 13 de abril, com o tema Alergia Alimentar um problema global.

A prevalência de alergia alimentar está aumentando no mundo, sendo estimada em 8% das crianças menores de 2 anos de idade e 2% dos adultos. Os alimentos mais relacionados são: leite de vaca, ovo, soja, trigo, amendoim, castanhas, peixes e frutos do mar.

Os aditivos alimentares são frequentemente relacionados com reações adversas, mas na verdade, os relatos que foram confirmados e relacionados à alergia são raros.

Alguns fatores de risco têm sido relacionados a alergia alimentar como herança genética, fatores dietéticos, fatores comportamentais e culturais, entre outros.

Em crianças é mais comum alergia ao leite de vaca e ovo enquanto em adultos é mais comum castanhas e frutos do mar. A alergia alimentar pode se manifestar em qualquer idade.

A alergia alimentar ocorre quando o organismo responde de uma forma exagerada a determinadas proteínas dos alimentos após a ingestão. Tem envolvimento de um mecanismo imunológico e pode se manifestar como: placas e vermelhidão na pele, inchaço, coceira, olhos lacrimejando, rouquidão, edema de glote, tosse, falta de ar, náuseas, vômitos, diarreia, sangue nas fezes, etc. Os sintomas podem ser leves e até mais graves com risco de morte.

É muito comum os pacientes confundirem intolerância a lactose com alergia às proteínas do leite de vaca. Na primeira, há uma alteração metabólica em que existe uma deficiência total ou parcial da lactase (enzima que digere o açúcar do leite), causando distensão e dor abdominal, diarreia. Na alergia existe um mecanismo imunológico envolvido.

 

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?

O diagnóstico é realizado pelo médico. É baseado na história clínica do paciente (ingestão do alimento, sintomas relacionados, necessidade de uso de medicações, idas à emergência, hospitalização, etc), exames complementares quando necessários (lembrar que a presença de IgG para alimentos não faz diagnóstico de alergia alimentar), dieta de restrição (com orientação médica) e teste de provocação oral (que é considerado o padrão ouro para estabelecer o diagnóstico e deve ser realizado pela equipe médica em ambiente hospitalar).

Referências: www.asbai.org.br; Consenso Brasileiro da Alergia Alimentar 2018.