O aleitamento materno protege contra o desenvolvimento de doenças alérgicas?

O aleitamento materno protege contra o desenvolvimento de doenças alérgicas?

O aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida é muito importante para o lactente. É universalmente recomendado e tem sido proposto para proteção de doenças atópicas (rinite, asma, etc). O leite materno é considerado um alimento perfeito, pois possui proteínas, vitaminas, lipídeos, carboidratos, sais minerais e água. É barato e prático.

Vantagens do aleitamento materno

Amamentar apresenta muitas vantagens: aumenta o vínculo mãe-filho, estimula o correto desenvolvimento das funções orais, garante transferência imunológica da mãe para o seu filho, o lactente apresenta menor risco de alergia alimentar, obesidade, infecções do trato respiratório e do trato digestivo no primeiro ano de vida, entre outras doenças agudas e crônicas.

Vários estudos foram realizados a fim de avaliar a influência da alimentação durante a gestação, do aleitamento materno e do primeiro ano de vida no desenvolvimento de “chiado no peito” e atopia (predisposição genética para adquirir doenças alérgicas) na infância. Estes são controversos, mas, no momento, não existem evidências de que o aleitamento materno exclusivo e a introdução tardia de alimentos sólidos protejam contra “chiado no peito”, atopia ou eczema em lactentes com risco para atopia. Entretanto, o aleitamento materno parece diminuir o “chiado no peito” associado às infecções respiratórias em lactentes jovens.

Outras pesquisas sobre o tema são necessárias para melhor elucidação da correlação entre amamentação e doenças alérgicas.

Bibliografia:

1) Tarini BA, Carroll AE, Sox CM, Christakis DA. Systematic review of the relationship between early introduction of solid foods to infants and the development of allergic disease. Arch Pediatr Adolesc Med 2006;160:502-7.

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3) Ana Caroline C. Dela Bianca1, Gustavo F. Wandalsen1, Dirceu Solé. Lactente sibilante: prevalência e fatores de risco. Rev. bras. alerg. imunopatol. 2010; 33(2):43-50.